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"O barroquismo baiano e o cinema-poesia"
Confira o que o cineasta José Umberto e o crítico de cinema, André Setaro acham sobre o novo filme de José Walter Lima.
Leia as críticas
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Antonio Conselheiro, o Jesus Cristo brasileiro
Por Gilberto Felisberto Vasconcellos,
Sociólogo, jornalista, colunista da revista Caros Amigos
e autor do livro Glauber Pátria Rocha Livre
Waltinho fez um filme corajoso e inventivo sobre a medula da civilização brasileira: Antonio Conselheiro.
Canudos está no ser e não ser da nossa gente. Ou todo mundo sobe socialmente e se dá bem, ou vamos todos para o tombo. A metáfora mar/sertão transcende a localização geográfica, por isso está na literatura de Euclides, de Rosa e no cinema de Glauber Rocha, de onde procede a inteligência imagética de José Walter Lima.
O ator Carlos Petrovich que faz Conselheiro é extraordinário, sua atuação já seria um esplendor somente andando, mas é também fala, verbo, discurso, pois quem tirou Cristo da cruz para convertê-lo em Cristo vivo irado foi Antonio Conselheiro. O filme de Waltinho faz jus a esta verdade histórica tecida na beleza da arte.
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José Walter Lima, Cineasta Maior
Por Sante Scaldaferri
Artista plástico
Assisti, em casa, comodamente, o filme Antonio Conselheiro, O Taumaturgo dos Sertões, de José Walter Lima, foi para mim uma alegria imensa. Alegria, contentamento, tudo de bom que senti, ao assistir, finalmente uma obra cinematográfica de primeiríssima qualidade. O filme, que deverá, se houver competência, ser enviado para participar nos maiores festivais internacionais. Se for vai ganhar.
De onde vem este entusiasmo. Vem de tudo. O filme é uma obra prima. Tudo esta perfeito. Ele tem unidade. A direção, o argumento, o roteiro, a narração, os atores, a iluminação, a fotografia, as locações, a montagem, a música, o conteúdo místico, o messianismo, os beatos, a religiosidade popular, tudo está perfeito. Tudo no devido lugar. E tem mais. No final, nos créditos, na apresentação da equipe, os nomes aparecem legíveis e com um tempo bom de leitura.
José Walter Lima, com sua sensibilidade, conhecimento, e técnica, chega “ao seu tempo de madureza”, na difícil e chamada sétima arte.
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