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Exibição especial em Canudos
Antonio Conselheiro - O Taumaturgo dos Sertões será exibido na programação do 6º Cine Fest Brasil - Canudos, que acontece entre os dias 30 de abril e 19 de maio no município onde até hoje a história do líder popular está registrada.
Serviço
O que: Exibição de Antonio Conselheiro - O Taumaturgo dos Sertões
Onde: Praça Municipal de Canudos, Canudos (Bahia)
Quando: 18 de maio (sábado)
Quanto: Grátis
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Petrovich: vida, palco e telas
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| Glauber Rocha e Petrovich nas filmagens de Idade da Terra (1980) |
Carlos
Petrovich, que vive a figura do milagreiro nordestino em “Antônio Conselheiro –
O Taumaturgo dos Sertões”, é reconhecido por sua carreira de ator e diretor de
teatro. Apesar de ter sido consagrado na Bahia, Petrovich nasceu no Rio Grande
do Norte. Ele veio estudar teatro na Bahia e foi integrante da primeira turma
de estudantes da Escola de Teatro da UFBA. O ator foi também um dos fundadores
do Teatro Vila Velha e na década de 70 assumiu a direção do Teatro Castro
Alves.
No cinema estrelou
em filmes importantes como Sol Sobre a
Lama, de Alex Viany (1963), O Caipora,
de Oscar Santana (1964), A idade da Terra,
de Glauber Rocha (1980) e Jenipapo,
de Monique Gardemberg (1995).
Petrovich
começou a gravar “Antônio Conselheiro – O Taumaturgo dos sertões” em 1987, no
entanto, devido a razões políticas e financeiras, como o confisco do
financiamento pelo governo Collor e a extinção da Embrafilme em 1990, a
produção do filme foi prejudicada. Além disso, também no início da década de
1990 um incêndio consumiu 40% dos negativos e 100% do som original da película.
O processo de restauração e finalização foi retomado apenas em 2009.
Infelizmente,
o saudoso Petrovich não está mais entre nós para ver o resultado de sua
brilhante atuação no papel de um dos maiores revolucionários da história do
sertão alcançar as telonas, mas sua memória permanecerá viva através do cinema.
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| Petrovich como Conselheiro |
“O
espectador vai sendo tomado pela personalidade mítica do Conselheiro de
Canudos que é admiravelmente encarnado
pelo saudoso ator Carlos Petrovich, numa interpretação que eu diria
científico-sentimental insuperável do taumaturgo cearense que sintetiza as
perplexidades do oprimido”
José Umberto, cineasta
“O ator que
faz Conselheiro é extraordinário, sua atuação já seria um esplendor somente andando,
mas é também fala, verbo, discurso, pois quem tirou Cristo da cruz para
convertê-lo em Cristo vivo irado foi Antonio Conselheiro” Gilberto Vasconcelos, sociólogo, jornalista e escritor
"O barroquismo baiano e o cinema-poesia"
Confira o que o cineasta José Umberto e o crítico de cinema, André Setaro acham sobre o novo filme de José Walter Lima.
Leia as críticas
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Antonio Conselheiro, o Jesus Cristo brasileiro
Por Gilberto Felisberto Vasconcellos,
Sociólogo, jornalista, colunista da revista Caros Amigos
e autor do livro Glauber Pátria Rocha Livre
Waltinho fez um filme corajoso e inventivo sobre a medula da civilização brasileira: Antonio Conselheiro.
Canudos está no ser e não ser da nossa gente. Ou todo mundo sobe socialmente e se dá bem, ou vamos todos para o tombo. A metáfora mar/sertão transcende a localização geográfica, por isso está na literatura de Euclides, de Rosa e no cinema de Glauber Rocha, de onde procede a inteligência imagética de José Walter Lima.
O ator Carlos Petrovich que faz Conselheiro é extraordinário, sua atuação já seria um esplendor somente andando, mas é também fala, verbo, discurso, pois quem tirou Cristo da cruz para convertê-lo em Cristo vivo irado foi Antonio Conselheiro. O filme de Waltinho faz jus a esta verdade histórica tecida na beleza da arte.
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José Walter Lima, Cineasta Maior
Por Sante Scaldaferri
Artista plástico
Assisti, em casa, comodamente, o filme Antonio Conselheiro, O Taumaturgo dos Sertões, de José Walter Lima, foi para mim uma alegria imensa. Alegria, contentamento, tudo de bom que senti, ao assistir, finalmente uma obra cinematográfica de primeiríssima qualidade. O filme, que deverá, se houver competência, ser enviado para participar nos maiores festivais internacionais. Se for vai ganhar.
De onde vem este entusiasmo. Vem de tudo. O filme é uma obra prima. Tudo esta perfeito. Ele tem unidade. A direção, o argumento, o roteiro, a narração, os atores, a iluminação, a fotografia, as locações, a montagem, a música, o conteúdo místico, o messianismo, os beatos, a religiosidade popular, tudo está perfeito. Tudo no devido lugar. E tem mais. No final, nos créditos, na apresentação da equipe, os nomes aparecem legíveis e com um tempo bom de leitura.
José Walter Lima, com sua sensibilidade, conhecimento, e técnica, chega “ao seu tempo de madureza”, na difícil e chamada sétima arte.
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